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Economia Criativa

O conceito de ‘economia criativa’ se refere a um modelo de negócio voltado ao capital intelectual e cultural. Segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), a economia criativa é: “[…] um conjunto de atividades econômicas baseadas no conhecimento com uma dimensão de desenvolvimento e ligações transversais a níveis macro e micro à economia global.” Ainda, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), “a economia criativa pode ser uma fonte de transformação econômica estrutural, progresso socioeconômico, criação de empregos e inovação. Ao mesmo tempo, contribui para a inclusão social e o desenvolvimento humano sustentável”.


Esse setor econômico é formado pelas chamadas indústrias criativas, que envolvem atividades relacionadas à criação, à produção e à distribuição de bens e serviços criativos. Deste modo, segundo a FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), a Economia Criativa apresenta três categorias: (1) a indústria criativa em si, que envolve o processo de criação; (2) atividades relacionadas, que fornecem serviços ou materiais; e (3) apoio, que contribui de maneira indireta, como serviços de manutenção, por exemplo.


Como apresen tado pelo Jornal DCI, a ONU aponta que a economia criativa é um dos setores de crescimento mais rápido da economia mundial e tem poder transformador de geração de renda, empregos e exportações. De acordo com estimativas da UNESCO, em 2013 o setor criativo gerou US $ 2,3 trilhões (3% do PIB mundial) e 29,5 milhões de empregos (1% da população ativa mundial). Além disso, a ONU ressalta como as indústrias criativas podem oferecem soluções ecologicamente corretas para os desafios do desenvolvimento sustentável, como a moda sustentável, por exemplo.


Os setores da Economia Criativa


A definição proposta pela ONU, a partir da UNCTAD, classifica os setores em quatro agrupamentos:


  1. Herança cultural ou patrimônio: no qual se encaixam expressões culturais tradicionais, como artesanato e festas populares; e sítios culturais, como museus, bibliotecas e arqueologia;

  2. Artes: que inclui produtos e serviços visuais, como pinturas e fotografias; e artes dramáticas, como dança, música e teatro;

  3. Mídia: é o setor que mais atinge o grande público com seu conteúdo, pois inclui a mídia impressa e publicidade (imprensa, livros e demais publicações) e o audiovisual (cinema, rádio e televisão);

  4. Criações Funcionais: surgem para atender a uma determinada demanda e são compostas por design, nova mídia e serviços criativos. Deste modo, incluem arquitetura, jogos e softwares, moda, design gráfico, entre outros.


Além disso, algumas instituições, como o Sebrae, dividem as quatros áreas de acordo com as afinidades setoriais dos segmentos criativos; Sendo elas: Consumo (design, arquitetura, moda e publicidade); Mídias (editorial e audiovisual); Cultura (patrimônio e artes, música, artes cênicas e expressões culturais); e Tecnologia (pesquisa e desenvolvimento [P&D], biotecnologia e tecnologias da informação e comunicação).


Motivos para o sucesso da Economia Criativa


Um dos grandes diferenciais da economia criativa é a inovação, que surge justamente da criatividade, ponto-chave do setor, para solucionar os mais variados problemas e necessidades, o que proporciona vantagens em um cenário cada vez mais competitivo. Ao redor do mundo, países como o Reino Unido incluíram criatividade em seus planos econômicos, e outros, como os Estados Unidos, iniciaram práticas para fortalecer a inovação em suas políticas industriais.


A tendência de crescimento do setor também foi reconhecida na 74ª Assembleia Geral da ONU em 2019, na qual o ano de 2021 foi declarado como Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável. Com destaque para o patrocínio da Indonésia - junto de um grupo de países como China, Austrália e Índia -, foi apresentada uma proposta em que se reconhece a necessidade de promover o crescimento econômico sustentável e inclusivo, além de fomentar a inovação e fornecer oportunidades para todos. Essa ação demonstra a necessidade e tendência dos países em desenvolvimento - incluindo o Brasil - de continuar a diversificar suas produção e, consequentemente, suas exportações, incluindo novas áreas de crescimento sustentável, como indústrias criativas.


Oportunidades no Mercado Internacional


A Economia Criativa já está difundida nos planos econômicos de países como Inglaterra, China e Estados Unidos. No Brasil, segundo o ex-ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, ainda “há uma evidente desproporção entre a qualidade, a excelência e a penetração no mercado interno e a penetração dos nossos bens e serviços culturais no mercado externo”, como divulgado pela Agência Brasil. Deste modo, ainda existem diversas oportunidades a serem exploradas no exterior.


De acordo com o Ministério da Cultura, a exportação de serviços culturais cresceu de US$15,4 trilhões para US$33,8 trilhões entre 2005 e 2015. No mesmo período, as exportações de bens culturais chegaram a US$191 trilhões. Destaque para as exportações de serviços de audiovisual, que cresceram 138,9% entre 2014 e 2016. E, segundo a consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), a economia criativa brasileira apresenta um crescimento de 4,6% ao ano, mais do que o dobro do crescimento da economia brasileira como um todo e, assim, deve atingir US$43,7 bilhões até 2021. Ainda, segundo a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), dentre os setores da economia criativa, o design, o audiovisual e a publicidade brasileiras possuem reconhecimento internacional por sua qualidade e criatividade. Além disso, há crescimento de negócios internacionais no mercado da música e constantes promoções internacionais dos setores editoriais e de artes plásticas.


Para a promoção deste crescimento para os próximos anos, é possível identificar ações de atores como o BNDES - que possui um plano para a economia criativa dentre suas agendas setoriais para o desenvolvimento - e o Ministério da Cultura - que lançou em 2018, pela primeira vez, o Manual de Exportações de Bens e Serviços Culturais, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Além disso, de acordo com o Ministério da Cultura, também há cooperação com instituições como a Apex-Brasil, o Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para que bens e serviços culturais sejam integrados às ações e programas de exportações dessas entidades.


Como a Domani pode te ajudar?


Considerando as expectativas e tendências para 2021, além de proporcionar uma alternativa de mercado ainda pouco explorado pelos brasileiros, a união entre economia criativa e o comércio internacional traz diversas oportunidades de crescimento. Entretanto, esse é um investimento que requer conhecimento e preparo, mas a Domani Consultoria pode te ajudar.


Ao se tratar de produtos culturais, é importante averiguar quais são os mercados mais promissores e conhecer devidamente os compradores, suas tendências de consumo e aspectos culturais, pontos estes que são supridos pelos serviços de Estudo Mercado e Promoção Comercial oferecidos pela Domani Consultoria. Junto disso, após a definição do mercado-alvo, é extremamente importante se preparar antecipadamente para que o processo de exportação ocorra sem grandes imprevistos. Assim, a Domani oferece os Planejamentos Burocráticos, Logístico e Financeiro, para que todo a operação esteja mapeada previamente e para que ocorra dentro dos conforme legais de todos os países envolvidos.

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