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Retomada do Mercado de Cacau


O cacau tem diversas finalidades, entre elas, o chocolate, os vinhos e licores e, até mesmo, cosméticos. Ele já foi tão valioso, que servia como moeda para os índios na América Central. À medida que a produção de cacau se expandiu, o chocolate passou a adoçar vidas em outros países. Atualmente, o Brasil é o 7° maior produtor de cacau do mundo, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entre a grande variedade dos tipos de cacau, o Brasil apresenta maior produção de cacau fino e de aroma. Entretanto, o cacau orgânico também vem ganhando destaque, o que está atrelado ao crescimento dos chocolates gourmet.


O fruto protagoniza um próspero papel tanto nas exportações, como nas importações brasileiras. A exportação de cacau pode ser benéfica e próspera no âmbito dos derivados do produto. Segundo a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), até abril deste ano, já foram exportadas 15.947 toneladas de derivados de cacau. Ademais, as importações de amêndoas de cacau já atingiram 33.775 toneladas em abril, provando-se promissoras mesmo em meio à pandemia.


De acordo com um artigo publicado em janeiro pelo G1, a empresa Amma Chocolate paga o dobro do preço do mercado pelo cacau orgânico após ser certificado pelo selo Ecocert. Esses indicativos mostram um bom cenário para o ano de 2020 em diversos setores da produção do fruto.


Cenário Positivo


Em setembro de 2019, o Brasil foi reconhecido pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) como país exportador de 100% de cacau fino e de aroma. O produto brasileiro tem preço elevado no mercado, devido a reinvenção da produção. A “mudança de conceito” entre os cacaueiros da região da Bahia, responsáveis pela exportação de 12 toneladas em 2019, gerou um aumento expressivo em consideração aos outros anos e foi baseada na prospecção da qualidade da amêndoa e em condições mais sustentáveis de cultivo.


No que tange à Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau, a lei 13.710/18 prontifica-se a incentivar o aumento da qualidade, produção, industrialização e comercialização do cacau brasileiro. A lei viabiliza crédito e seguro rural, além de certificações de sustentabilidade e controle de qualidade reconhecidos pelo Poder Público. Além disso, de acordo com a Agência Câmara de Notícias, avanços no fomento à produção de cacau estão em pauta no Poder Legislativo: O Projeto de Lei 4107/19 propõe-se a alterar a lei 13.710 de 2018 a fim de criar a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, incumbida da elaboração e implementação do planejamento estratégico quinquenal do cacau, além de consolidar uma linha exclusiva de crédito para produtores com disponibilização de assistência técnica e extensão rural por meio da Ceplac.


Vale lembrar que a produção de cacau no Brasil enfrentou fortes danos desde os anos 80, devido à “vassoura de bruxa”, doença causada por fungos, além das consequências climáticas enfrentadas pelos produtores. Contudo, a recuperação do mercado pauta-se no cacau fino e de aroma, diferente do grão comum, e muito mais caro também. Segundo o Banco Mundial, esse nicho é promissor e pode triplicar o preço da saca do grão clássico com um grande foco no mercado de países desenvolvidos. O cenário otimista para produtores de cacau reflete na criação de mais de 70 marcas de chocolate nacionais no sul da Bahia, um passo além da produção.


De acordo com o site Mercado do Cacau, técnicos de safra, em verificação recente, esperam números animadores na safra temporã baiana, entre maio e setembro 2020 o que projeta injetar algo em torno de R$1,050 bilhões na economia local registrando um crescimento próximo de 74%, comparado com o mesmo período em 2019.


Principais Destinos


A última década apresentou uma mudança na forma do consumo de alimentos: a crescente preferência por produtos orgânicos qualitativamente certificados. O resultado disso reflete-se no mercado pela rápida transição da demanda de cacau. Como retratado pelo Centro de Promoção de Importação da União Europeia, países europeus - o maior mercado de cacau do mundo - tem um consumo de 36% do cacau orgânico mundial. Deste mercado, a Alemanha é responsável por 28%, a França por 20% e a Itália por 8%.


Em 2019, a receita direcionada à importação do cacau pelos Estados Unidos foi de US$1,985 bilhões, correspondente a quase 30% do total mundial gasto em importações deste commodity. Em 2020, entretanto, a estimativa de investimento tende a diminuir. As circunstâncias provenientes da crise do COVID-19 indicam que os EUA importarão aproximadamente US$1,612 bilhões em cacau em 2020, denotando uma queda, mas, em contexto internacional, a proporção mantém-se semelhante.


A expectativa para os anos a seguir são de uma melhora significativa no mercado de cacau. A previsão geral de economistas supõe a manutenção das dinâmicas de mercado, não apresentando uma notável divergência no Marketing Share (Quota de Mercado).


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