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O Brasil no mercado mundial de Bebidas Alcoólicas

Atualizado: Jul 8


O consumo de bebidas alcoólicas entre elas o vinho, a cerveja, a cachaça e os destilados é um dos maiores em todo o mundo, o que é uma questão promissora para quem deseja exportar ou importar tais produtos. Em 2019, segundo o relatório do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, brasileiros que bebem consomem 27% mais álcool do que a média mundial. Assim, por ser um mercado com consumo elevado, muitos empresários do ramo se interessam pela internacionalização desses produtos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os países que mais consomem bebidas alcoólicas na América Latina. De acordo com o estudo do G1 feito em 2018, em meio à Copa do Mundo, a cerveja é a bebida mais consumida no Brasil, seguida pela cachaça e pelo vinho em terceiro lugar. Confira abaixo:


Embora a crise econômica no Brasil afete o setor, de acordo com a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), o crescimento da categoria é possível em razão dos acordos bilaterais entre o Brasil e grandes mercados consumidores e das mudanças nos hábitos de consumo das bebidas alcoólicas. Assim, tais fatores podem resultar numa grande expansão tanto do mercado interno brasileiro quanto das exportações.


Abaixo, conheça um pouco da situação de cada bebida alcoólica no Brasil e como a Domani Consultoria pode te auxiliar nos processos de exportação e importação desses produtos.


Cervejas


Como dito anteriormente, a cerveja é a bebida alcoólica mais consumida no país. De acordo com o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), cervejas e chopes são os principais produtos presentes nas exportações brasileira de bebidas alcoólicas, sendo responsável por 64,8% do valor exportado em 2018. Tal mercado cresce também com a maior produção de cervejas artesanais e especiais. Quanto aos destinos da cerveja, segundo o ETENE, as exportações são principalmente para os países da América Latina, que, juntos, absorvem 81% do valor das internacionalizações, o que não é diferente com o mercado brasileiro de cerveja, que funciona como importante abastecedor principalmente de países como Paraguai, Argentina e Bolívia.


Com relação às importações de cerveja, apesar de ser um grande produtor, o Brasil importa, principalmente, da Bélgica e dos Estados Unidos.


Cachaças


A cachaça é uma bebida alcoólica com muito potencial lucrativo no mercado internacional. Segundo a Revista Veja, uma garrafa deste produto no Brasil que custa 20 reais pode chegar a custar mais de 70 reais nos Estados Unidos.


Apesar de ser a segunda bebida mais consumida no Brasil, de acordo com a Associação Nacional de Produtores de Cachaça de Alambique (Anpaq), menos de 1% da produção da bebida alcoólica é exportada. No entanto, o acordo de livre-comércio entre os países do Mercosul e da União Europeia, o qual objetiva a isenção tributária de forma gradual de determinados produtos, aumenta a expectativa dos produtores de cachaça de impulsionar a exportação da bebida para a Europa. Conforme o Ministério das Relações Exteriores, o acordo comercial prevê que garrafas inferiores a 2 litros tenham tarifas isentas em até quatro anos.


A fim de aumentar o sucesso internacional da bebida, as certificações são essenciais para agregar valor ao produto, visto que passam segurança e qualidade sobre todo o processo de produção - de forma a garantir que seguiu todas as regras brasileiras - e venda. Além disso, associar a cachaça à caipirinha - uma bebida genuinamente brasileira - contribui para a sua inserção cultural, histórica e sustentável e legitima o compromisso dos produtores com os consumidores. O selo que atesta que as regras de produção brasileiras foram seguidas é concedido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), que desenvolveu o Regulamento de Avaliação de Conformidade da Cachaça (RACC).


Segundo o Jornal Estado de Minas, a “maior parte (80%) da exportação correspondeu à cachaça industrial, sendo que a artesanal, produto de maior valor agregado, representou somente 20% do volume total. Embora um quarto da produção vá para o Paraguai (24,86%), a quantidade exportada aos países europeus com maior representatividade nas vendas corresponde a 44% do total. A Alemanha foi a destino de 23,3% desse montante.” Em seguida, outros destinos são países como Portugal, Itália, Espanha e Estados Unidos.


Em 2018, conforme o Comex Stat, sistema de dados estatísticos sobre importação e exportação mantido pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os principais destinos da cachaça em valor são: Estados Unidos (19,80%), Alemanha (16, 26%), Paraguai (12,77%) e Portugal (8,59%). De acordo com a mesma fonte, os destinos predominantes da bebida em volume são: Paraguai (24,86%), Alemanha (23,30%), Estados Unidos (11,43%) e França (7,35%).


Vinhos


Segundo o Comex Stat, entre 2015 e 2019, a importação de vinhos duplicou em valores e em volume. Os países da América Latina são os que mais exportam vinho para o Brasil, seguidos de países da União Europeia. Conforme o ETENE, os principais países dos quais o Brasil importa o vinho são: Argentina, Uruguai, Chile, França, Portugal, Itália, Espanha e Estados Unidos.


Apesar de ter sido considerado o 14º maior produtor de vinho no mundo e o 6º maior do Hemisfério Sul em 2018, com concentração de vinícolas na região Sul do país, o Brasil mais importa essa bebida alcoólica do que exporta.


Em 2019, de acordo com a Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba), o Brasil importou 13,2 milhões de caixas, de 12 garrafas cada uma, de vinho, espumante, Prosecco e Champagne, o que configura uma alta de 2,9% sobre 2018.


Ademais, segundo o Portal de Notícias GaúchaZH, os portugueses, que já têm os brasileiros como o principal mercado para o seu azeite, querem agora desbancar os chilenos e se tornar também os maiores exportadores de vinho para o Brasil. Em 2018, os chilenos exportaram 51 milhões de litros de vinho e de espumantes para o Brasil. Os portugueses, em segundo lugar, 18 milhões. Além da diferença em quantia, a desvantagem para Portugal também está presente na questão tributária, visto que o Chile se beneficia do Mercosul. Entretanto, tal situação pode mudar com o acordo de livre-comércio entre os países do Mercosul e da União Europeia previamente mencionado devido à isenção gradual de tributos ao longo de quatro a cinco anos.


Em janeiro de 2020, o Diário Oficial da União publicou uma instrução normativa que amplia os controles da produção nacional e da importação de bebidas e vinhos. Desse modo, as bebidas fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) terão referencial único no que se refere à realização das análises laboratoriais para verificação de parâmetros dispostos em norma, como teor de micotoxinas (substâncias tóxicas produzidas por fungos), graduação alcoólica, presença de metanol, de corantes artificiais e de metais pesados. Tal medida visa garantir a qualidade aos vinhos produzidos e importados.


Destilados


Bebidas como Vodca, Gim, Whisky e Rum têm tido o consumo no Brasil cada vez mais impulsionado. O Brasil está entre os 10 maiores mercados consumidores de vodca no mundo, mostrou um levantamento da Euromonitor International fornecido ao G1 em 2018. De acordo com o ETENE, a consolidação do mercado de destilados, especialmente de uísques e, mais recentemente, do gim, representa maior sofisticação do mercado brasileiro de bebidas.


Conforme os dados de exportação de 2018 a 2020 do Comex Stat, os principais países que exportaram tais bebidas foram:


  • Rum: Itália, Estados Unidos, Alemanha, França, Paraguai, Uruguai, Espanha, China, Japão, Argentina, Bolívia, Reino Unido e Chile;

  • Vodca: Paraguai, Bolívia, Uruguai, Panamá, Haiti, Cuba, Colômbia, Argentina, Cabo Verde, Hong Kong, Libéria, China e Estados Unidos;

  • Gim: Itália, Paraguai, Nigéria, China, Bolívia, Argentina, Reino Unido, Estados Unidos, França, Portugal, Uruguai, Holanda;

  • Uísque: Chile, Colômbia, Panamá, Argentina, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Libéria, Hong Kong, Malta, Itália e Bolívia.


Ainda segundo o Comex Stat, os países que mais importaram tais bebidas neste mesmo período foram :


  • Rum: Cuba, Brasil, Estados Unidos, Holanda, Trinidad e Tobago, México, Guatemala, Reino Unido, Itália, Espanha, França;

  • Vodca: Suécia, França, Holanda, Brasil, Rússia, Estados Unidos, Polônia, Itália, Reino Unido, Alemanha, Finlândia, Letônia;

  • Gim: Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, Rússia, Holanda, Espanha, França, Itália, Japão, Alemanha, México, Irlanda, Portugal;

  • Uísque: Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, Holanda, Irlanda, Itália, Suíça, Espanha, França, Israel, Alemanha, México, Canadá, Argentina.


Os valores envolvidos nas importações destas bebidas são bem maiores do que aqueles das exportações entre 2009 e 2018, como pode ser visto abaixo:



Deseja exportar ou importar bebidas alcoólicas ?


A Domani Consultoria pode te auxiliar em ambos os processos de exportação e importação de cervejas, cachaças, vinhos e destilados no geral de modo a estudar e analisar os melhores países, realizar a prospecção de possíveis fornecedores ou compradores e proporcionar planejamentos completos e detalhados sobre todos os passos que devem ser seguidos. Nosso principal objetivo como consultoria é auxiliar nossos clientes a conhecer todo o processo de internacionalização a fim de se alcançar o tão sonhado êxito no mercado internacional com os seus produtos.


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