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Exportação de manga para a União Europeia: novas exigências fitossanitárias e como se adequar

Expandir as vendas, conquistar novos mercados e aumentar a rentabilidade da produção são objetivos de muitos produtores brasileiros. Nesse cenário, a exportação de manga para a União Europeia desponta como uma das oportunidades mais promissoras. No entanto, aproveitar esse mercado exige atenção crescente às normas fitossanitárias adotadas pelo bloco. Nos últimos anos, a União Europeia tem reforçado seus requisitos para a importação de frutas frescas, tornando a conformidade regulatória um fator decisivo para garantir o acesso ao mercado e evitar barreiras comerciais. 


Esse cenário é especialmente relevante porque a manga brasileira consolidou sua presença nas cadeias de distribuição europeias, contribuindo para que o Brasil se mantivesse entre os principais fornecedores mundiais da fruta. Além disso, a União Europeia é o principal destino das exportações brasileiras de manga. Em 2025, aproximadamente 78% da fruta exportada pelo Brasil foi destinada aos países do bloco, que também atua como uma importante plataforma de distribuição para outros mercados europeus.


Imagem 01: Exportação de manga do Brasil

Mangas maduras empilhadas, uma cortada ao meio mostrando polpa amarela, com folhas verdes e gotas de água.

Fonte: DC Logistics


Continue no blog e entenda quais são as principais exigências fitossanitárias para a exportação de manga para a União Europeia e como adequar sua operação para exportar com mais segurança e competitividade!


Como atender às exigências fitossanitárias para a exportação de manga para a União Europeia


A crescente demanda pela manga brasileira na União Europeia representa uma excelente oportunidade para os exportadores nacionais. Como mostra o gráfico a seguir, o Brasil ocupa uma posição de destaque entre os fornecedores do bloco, o que reforça o potencial desse mercado. No entanto, manter essa competitividade depende do cumprimento de rigorosos requisitos fitossanitários, estabelecidos para proteger a produção agrícola europeia e garantir a segurança dos alimentos comercializados. 


Imagem 2: Participação do Brasil no mercado europeu

Gráfico de barras horizontais das importações de manga da UE: Brasil em amarelo e resto do mundo em azul, em US$.

Elaboração: Domani Consultoria Internacional



Reconhecida pelos elevados padrões de controle sanitário, a União Europeia exige que a manga importada atenda a uma série de normas destinadas a prevenir a entrada e a disseminação de pragas quarentenárias, especialmente as moscas-das-frutas (Tephritidae). Por isso, conhecer e atender a essas exigências é indispensável para evitar barreiras comerciais e garantir o ingresso da fruta no mercado europeu.


Imagem 3: Manga na União Europeia 

Caixas de madeira com mangas verdes, empilhadas, com a palavra MANGO impressa.

Entre os principais requisitos está a apresentação do Certificado Fitossanitário, emitido pelas autoridades brasileiras. O documento deve atestar que a carga está livre de pragas e conter o código de rastreabilidade exigido pela legislação europeia. Além disso, exportações destinadas a determinadas zonas de Portugal e Espanha estão sujeitas a medidas adicionais para prevenir a introdução do gorgulho-da-manga. 


Para comprovar a conformidade com as exigências da União Europeia, o exportador deve adotar uma das seguintes alternativas:


  1. Realizar inspeções oficiais mensais na área de produção e em regiões vizinhas durante os três meses anteriores à colheita, comprovando a ausência de moscas-das-frutas (Tephritidae); ou

  2. Aplicar tratamento fitossanitário pós-colheita, como o tratamento hidrotérmico, devidamente comunicado à Comissão Europeia e registrado no Certificado Fitossanitário.


O atendimento a esses requisitos, aliado à correta emissão da documentação e ao cumprimento das normas de rastreabilidade, reduz o risco de atrasos, rejeição de cargas e outras barreiras à exportação. Nesse contexto, a Domani Consultoria Internacional atua como parceira estratégica, orientando a sua empresa em todas as etapas de adequação às normas aplicáveis, desde a análise dos requisitos até a implementação dos procedimentos necessários, proporcionando maior segurança para a operação e competitividade nas exportações.



Impactos para os exportadores brasileiros


Acompanhar as atualizações regulatórias tornou-se um fator estratégico para os produtores que desejam consolidar sua presença no mercado europeu. Em março de 2026, entrou em vigor uma das mudanças mais relevantes para a exportação de manga para a União Europeia: a restrição dos Limites Máximos de Resíduos (LMR) permitidos para agrotóxicos da classe dos neonicotinoides, especialmente a clotianidina e o tiametoxam. 


A medida, enquadrada como requisito fitossanitário no âmbito do Acordo SPS da Organização Mundial do Comércio (OMC), reforça a política europeia de proteção da vida vegetal e dos polinizadores, como as abelhas. Para isso, a União Europeia passou a adotar limites mais rigorosos do que os padrões internacionais estabelecidos pelo Codex Alimentarius, elevando o nível de controle sobre os produtos agrícolas importados. 


À medida que o bloco fortalece suas políticas de sustentabilidade e segurança dos alimentos, a conformidade regulatória torna-se um diferencial competitivo para os exportadores brasileiros. Na prática, o descumprimento dessas exigências pode resultar na rejeição de cargas, prejuízos financeiros, interrupções comerciais e até na perda de acesso ao mercado europeu. 


Imagem 4: Plantação de manga

Mangas roxas maduras pendem em cachos entre folhas verdes, em um pomar exuberante.

Para atender às novas regras, os exportadores precisam revisar seus sistemas produtivos, substituir insumos sujeitos a restrições por alternativas compatíveis com a legislação europeia e fortalecer práticas de manejo mais sustentáveis. Embora essas adaptações possam representar custos iniciais, elas também ampliam as oportunidades de inserção em mercados que valorizam alimentos seguros, sustentáveis e com baixos níveis de resíduos químicos. 


Nesse cenário, contar com uma consultoria especializada reduz riscos e torna o processo de adequação mais eficiente. A Domani Consultoria Internacional auxilia empresas na interpretação das normas aplicáveis, na identificação das exigências regulatórias e na implementação das medidas necessárias para garantir a conformidade das operações de exportação. 



Além da adequação da produção, manter elevados padrões de rastreabilidade e controle documental tornou-se indispensável para a competitividade internacional. O cumprimento das normas fitossanitárias não apenas reduz riscos operacionais, mas também fortalece a credibilidade do exportador brasileiro e contribui para a consolidação de sua presença nos principais mercados importadores.


Descubra como se adequar


Com um planejamento adequado, é possível reduzir riscos, evitar barreiras comerciais e aumentar a competitividade da empresa em um dos principais mercados consumidores da manga brasileira. Por isso, contar com uma consultoria especializada faz toda a diferença para conduzir esse processo com segurança e eficiência.


A Domani Consultoria Internacional apoia produtores e exportadores em todas as etapas da internacionalização, desde a análise dos requisitos regulatórios até o planejamento da operação de exportação. Nossa equipe identifica as exigências aplicáveis ao seu negócio e desenvolve soluções personalizadas para que sua empresa exporte com mais segurança e previsibilidade.


Quer exportar manga para a União Europeia ou adequar sua operação às novas exigências fitossanitárias? Entre em contato com a Domani Consultoria Internacional e descubra como podemos ajudar sua empresa a acessar o mercado europeu com mais competitividade.


Produzido por: Juliana Rodrigues

Revisado por: Matheus Henrique Almeida Pereira

Referências


CNN BRASIL. Exportação de manga à Europa cresce 71% em oito anos. ln: CNN. CNN Agro. São Paulo, 24 mai. 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/exportacao-de-manga-a-europa-cresce-71-em-oito-anos/.  Acesso em: 3 jun. 2026.


COMEX DO BRASIL. Manga lidera exportações brasileiras de frutas e gera receita de US$ 80 milhões em cinco meses de 2025. ln: Comex do Brasil. 2 jul. 2025. Disponível em: https://comexdobrasil.com/manga-lidera-exportacoes-brasileiras-de-frutas-e-gera-receita-de-us-80-milhoes-em-cinco-meses-de-2025/.  Acesso em: 3 jun. 2026.


EUROPEAN COMISSION. EU 2023/334. ln: Food Safety. Legislação da UE sobre os Limites Máximos de Resíduos (LMRs). 2 fev. 2023. Disponível em: https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2023/334/oj. Acesso em: 3 jun. 2026.


EUROPEAN UNION. Regulamento (UE) 2016/2031 do Parlamento Europeu e do Conselho. ln: UE. EUR-Lex. 5 jan. 2025. Disponível em: https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/AUTO/?uri=CELEX:02016R2031-20250105.  Acesso em: 3 jun. 2026.


SOCIEDADE NACIONAL DE AGRICULTURA. Manga do Brasil recupera espaço na União Europeia. 3 jun. 2019. Disponível em: https://sna.agr.br/manga-do-brasil-recupera-espaco-na-uniao-europeia/. Acesso em: 04 jul. 2026


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