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Café brasileiro no mercado global: como produtores podem exportar e lucrar mais

Hoje é incontestável que o Brasil ocupa uma posição única no mercado global de café. O país é o maior produtor e exportador do mundo, abastecendo consumidores em todas as regiões do globo. A prova disso é que a cada ano, milhões de sacas produzidas nas fazendas brasileiras chegam a mercados internacionais e ajudam a movimentar uma das cadeias agrícolas mais relevantes do comércio global.


Imagem 1: sacas de café

Sacos brancos cheios de grãos de café em um solo coberto por folhas secas, ao lado de árvores verdes. Cenário natural e rústico.

No entanto, existe um paradoxo nesse cenário: apesar da força do café brasileiro, muitos produtores ainda participam da cadeia produtiva apenas como fornecedores do grão. Enquanto outros agentes, como exportadores, traders e torrefadores, é que fazem a conexão com compradores internacionais e acabam concentrando a maior parte dos lucros dessas movimentações.


Em um mercado que passa por transformações importantes atualmente, surge a pergunta “Se o café brasileiro já está presente no mundo todo, como os produtores podem participar mais diretamente desse mercado global?” e é justamente essa pergunta que vamos responder um pouco mais a frente neste blog. Quer saber como sua empresa pode aproveitar essas oportunidades? Entre em contato com um dos nossos analistas de vendas!


Entendendo o café brasileiro no mercado global


O mercado global de café é um dos mais relevantes do agronegócio mundial  e, no Brasil, quem produz esse grão tão desejado por todos já faz parte dessa corrente internacional, mesmo que muitas vezes isso não pareça tão evidente no dia a dia da fazenda. O café produzido no país abastece consumidores em diversos mercados ao redor do mundo, como Argentina, Portugal e até mesmo o Japão,  e está presente em uma cadeia que conecta produtores, exportadores, torrefadores e consumidores finais em diferentes continentes. Segundo dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) , o consumo global já chega a quase 180 milhões de sacas por ano, deixando evidente a forte demanda internacional pelo produto. Nesse cenário, o Brasil ocupa uma posição central no comércio global de café, sendo o maior produtor e exportador mundial, responsável por cerca de 30 a 35% da produção global. Isso significa que uma parte significativa do café consumido no mundo começa justamente nas lavouras brasileiras!

Imagem 2: porcentagem aproximada da produção mundial de café por país

Gráfico de pizza mostrando a produção: Brasil 35%, Outros 33%, Vietnã 17%, Colômbia 8%, Indonésia 7%. Cores vivas.

Essa posição de liderança faz com que o café produzido no Brasil já esteja presente em mercados ao redor do mundo e faça parte de uma cadeia global que conecta lavouras brasileiras a consumidores em diversos países. Porém, no dia a dia da produção, essa conexão com o mercado internacional muitas vezes acontece de forma indireta. Em grande parte dos casos, o café produzido nas fazendas é comercializado com cooperativas, traders ou exportadores e não com o consumidor final ou espaços de venda. São esses atores intermediários que assumem as próximas etapas de negociação e venda para compradores no exterior, o que faz com que grande parte do valor gerado no comércio internacional não seja capturado por aqueles que estão na base do processo, ou seja, os agricultores. Esse modelo de comercialização do grão que passa por várias etapas até chegar no consumidor final  é uma parte importante do funcionamento da cadeia do café e permite que o produto brasileiro alcance mercados globais em grande escala. Ao mesmo tempo, esse estilo de cadeia produtora também significa perda do contato direto com o consumidor final e também dos lucros desse processo por parte daqueles que produzem de fato o café.


Imagem 3: ilustração da cadeia de produção do café

Pirâmide azul com texto em cinco camadas: cafeterias, torrefadores, importadores, exportadores e produtores de café.

Contudo, nos últimos anos, o mercado global de café tem passado por mudanças importantes que vêm alterando a forma como o produto é comercializado. Segundo o Conselho Nacional do Café, em 2024 e 2025, os preços internacionais atingiram níveis historicamente elevados. Os contratos futuros de café arábica chegaram a superar US$3,60 por libra na bolsa ICE, referência mundial para a commodity, e em determinados momentos ultrapassaram US$4,40 por libra, o maior patamar já registrado no mercado internacional. Paralelamente, relatórios de pesquisa do banco Rabobank indicam que a produção global de café pode aumentar nos próximos ciclos do grão, o que tende a contribuir para o reequilíbrio do mercado e para o aumento da competição entre países produtores. Segundo o banco, pode haver um superávit global entre 7 e 10 milhões de sacas no ciclo 2026/27, impulsionado principalmente pela recuperação da produção brasileira.


Concomitantemente a esse cenário, consumidores e compradores internacionais têm demonstrado maior interesse por cafés que apresentem rastreabilidade de origem, consistência de qualidade e relações comerciais mais próximas com os produtores. No segmento de cafés especiais, por exemplo, compradores frequentemente buscam maior transparência na cadeia produtiva, valorizando informações detalhadas sobre a origem do produto e estabelecendo relações comerciais diretas com produtores a fim de garantir qualidade e autenticidade. Nesse contexto, a rastreabilidade e a verificação de origem tornam-se cada vez mais relevantes tanto para compradores globais quanto para consumidores finais, que tendem a priorizar fornecedores capazes de comprovar a procedência e as práticas adotadas na produção do café. Dessa forma, tais fatores vêm transformando gradualmente a dinâmica de negociação do café no mercado internacional, tornando aspectos comerciais e estratégicos cada vez mais relevantes ao longo da cadeia produtiva. Nesse contexto, compreender onde estão essas oportunidades e como acessar esses mercados com o apoio de consultorias especializadas, pode ser decisivo para produtores e empresas que desejam expandir sua atuação no comércio internacional de café.


Da oportunidade à estratégia: como acessar o mercado internacional


Levando toda essa realidade em consideração, em um mercado global em constante transformação, compreender o funcionamento do comércio internacional pode abrir novas oportunidades para produtores que desejam ampliar seus canais de venda. No entanto, acessar mercados externos exige mais do que apenas vender o produto para fora do país, envolve entender requisitos regulatórios, logística internacional, identificação de compradores e estratégias de inserção em mercados estrangeiros.


É nesse contexto que projetos estruturados de exportação se tornam estratégicos para produtores que desejam explorar oportunidades no mercado internacional. A Domani atua apoiando empresários interessados em acessar novos mercados por meio de projetos de internacionalização baseados em pesquisas e análises personalizadas que auxiliam na tomada de decisão e na estruturação da entrada no comércio exterior.



Entre as soluções oferecidas estão estudos de mercado, que analisam indicadores econômicos, políticos e comerciais para identificar os países mais promissores para exportação; promoção comercial, voltada à prospecção de potenciais compradores e identificação de oportunidades de inserção no mercado estrangeiro; e estudos comerciais, que combinam análises de mercado com estratégias de posicionamento do produto no exterior.


Além disso, a Domani também apoia produtores e empresas do setor cafeeiro na estruturação prática do processo de exportação. Isso inclui um planejamento burocrático, que identifica todas as documentações necessárias, certificações e requisitos exigidos para a comercialização internacional de café; um planejamento logístico, que analisa rotas, modais de transporte, seguros e canais de distribuição mais adequados para levar o produto até o mercado de destino; e um planejamento financeiro, que estima custos da operação, condições de pagamento internacional e possíveis retornos da exportação. Dessa forma, o objetivo é transformar o potencial do café brasileiro no mercado global em estratégias concretas e estruturadas de internacionalização, permitindo que produtores atuem com mais segurança, planejamento e clareza ao acessar compradores internacionais.


Para aqueles que desejam entender melhor as oportunidades apresentadas aqui e avaliar caminhos para estruturar um projeto de exportação, a equipe da Domani pode ajudar. Contate um de nossos consultores e veja como impulsionar os seus lucros através da internacionalização !


Produzido por: Vinícius Dantas Fernandes

Revisado por: Matheus Henrique Almeida Pereira

Referências:


CONSELHO NACIONAL DO CAFÉ. Aumento da oferta mundial continua a pressionar preços do café. Brasília. Disponível em: https://cncafe.com.br/cafe-ny-aumento-da-oferta-mundial-continua-a-pressionar-precos/.


EMBRAPA. Consumo mundial de café atinge total de 177 milhões de sacas anualmente, que correspondem a 485 mil sacas por dia. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/98956051/consumo-mundial-de-cafe-atinge-total-de-177-milhoes-de-sacas-anualmente-que-correspondem-a-485-mil-sacas-por-dia.


RABOBANK. Café: Perspectivas 2026. São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.rabobank.com.br/conhecimento/d011503830-cafe-perspectivas-2026.


SWISS COFFEE PLATFORM. Coffee value chain. Genebra. Disponível em: https://www.coffeeplatform.ch/coffee-value-chain/coffee-value-chain.


USDA – UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE. Coffee: World Markets and Trade – Production Data. Washington, DC. Disponível em: https://www.fas.usda.gov/data/production/0711100.

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