Como pequenos produtores brasileiros podem exportar: guia prático para começar
- Tainah Osler

- 12 de jun.
- 5 min de leitura
As commodities brasileiras vêm se destacando cada vez mais no mercado internacional, consolidando o país como um dos maiores exportadores mundiais de soja, carne bovina, milho, café e açúcar. Nesse cenário, muitos se perguntam como pequenos produtores podem exportar e conquistar espaço no comércio exterior mesmo diante da forte atuação dos grandes produtores rurais.
Imagem 01: grãos de soja

Fonte: iSardinha
Continue a Leitura para ser apresentado a um guia prático sobre o processo de internacionalização e descubra como pequenos produtores podem exportar de forma estratégica, acessar mercados internacionais e transformar produtos diferenciados em oportunidades globais de negócio.
Entendendo como pequenos produtores podem exportar no Brasil
O processo de exportação no Brasil é visto como um tema delicado e assustador por muitos produtores, pois trata-se de um sistema bastante burocrático que envolve diversas fases administrativas, comerciais, fiscais e cambiais. Apesar disso, o país destaca-se no mercado mundial e as exportações estão em alta. Segundo a Secretaria de Comunicação Social, o Brasil fechou o ano de 2025 com um recorde histórico e atingiu o valor de U$349 bilhões de dólares exportados, apresentando um crescimento de 3,5% em relação ao ano anterior. Isso ilustra perfeitamente a importância e a grandiosidade do setor, que consiste em uma das principais atividades econômicas do país, oportunidade ideal para expandir seu negócio!
Imagem 02: navio cargueiro

Fonte: CNI
O comércio exterior estrutura um grande sistema no país e é essencial para a cadeia de alimentação mundial. Contudo, no dia a dia da produção, essa conexão com o mercado internacional muitas vezes é protagonizada por grandes produtores, donos de latifúndios, e que produzem matérias-primas genéricas em forma de monoculturas, em quantidades exacerbadas já direcionadas para venda no exterior. Essas fazendas frequentemente possuem o apoio de times especializados no processo comercial, compostos por experts em comércio exterior e despachantes aduaneiros, gerenciando de perto o processo e consolidando o domínio em volta da burocracia para se internacionalizar. Diante deste cenário, é comum ver pequenos produtores receosos em relação à internacionalização de suas empresas e em dúvida se o processo traria benefícios concretos aos seus negócios, considerando que o setor já estaria dominado por latifundiários e exige determinado conhecimento técnico, que é de difícil acesso.
Entretanto, algo que passa despercebido por muitos, é que essa produção em grande escala promovida nos latifúndios visa a exportação para mercados genéricos de forma intensiva. Enquanto isso, pequenos produtores possuem produtos de maior exclusividade, valor agregado, e que atendem as necessidades de um público alvo mais selecionado, como negócios e indivíduos que priorizam alimentos orgânicos e de maior controle de qualidade. Isso traz muitas vantagens para aqueles que desejam exportar, ao considerar que em vez de competir apenas por volume, esses produtores passam a disputar mercados por diferenciação, qualidade e identidade do produto. Características como origem controlada, produção sustentável, certificações e processamento especializado permitem acessar nichos internacionais mais exigentes, frequentemente dispostos a pagar preços superiores.
A competitividade dos pequenos produtores não é “baixa” por conta do domínio de mercado dos latifundiários, afinal, seus produtos não são destinados aos mesmos consumidores finais. Dessa forma, a alta demanda internacional e o público alvo exclusivo para produtos diferenciados vêm transformando gradualmente a dinâmica do protagonismo das exportações no mercado internacional e as oportunidades para pequenos produtores aumentaram substancialmente nesse setor, com um espaço mais bem definido.
Segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o número de CNPJs agropecuários exportadores cresceu mais de 60% entre 2015 e 2025, passando de 1.440 para 2.316. O crescimento mais expressivo ocorreu justamente entre micro e pequenos exportadores, cujo avanço chegou a 123% no período, demonstrando que o mercado internacional deixou de ser um espaço restrito apenas aos grandes latifundiários e passou a incorporar produtores de menor porte, especialmente aqueles voltados a produtos diferenciados e de maior valor agregado, conforme expõe notícia da CNN. Nesse contexto, compreender onde estão essas oportunidades e como acessar esses mercados com o apoio de consultorias especializadas pode ser decisivo para pequenos produtores que desejam expandir sua atuação no comércio internacional. Entre em contato com um de nossos analistas e impulsione sua produção!
Imagem 03: pequeno produtor

Fonte: Forbes Brasil
Como os pequenos produtores podem começar a exportar de forma prática?
Em um mercado global em constante transformação, compreender o funcionamento do comércio internacional pode abrir novas oportunidades para produtores que desejam ampliar seus canais de venda. Assim, para pequenos produtores começarem a exportar, é preciso entender requisitos regulatórios, logística internacional, identificação de compradores e estratégias de inserção em mercados estrangeiros.
Primeiramente, é necessário que a pequena empresa esteja habilitada no radar do Siscomex, a plataforma eletrônica oficial do Governo Federal Brasileiro que centraliza, registra, acompanha e controla todas as operações de importação e exportação no país. Em seguida, é necessário realizar uma análise de mercado e entender profundamente como está a demanda internacional do produto, para definir o país destino e iniciar as negociações com o comprador.
Além disso, é preciso definir a Nomenclatura Comum do Mercosul - NCM da operação, um código de oito dígitos utilizado para identificar a natureza e a classificação fiscal de mercadorias no Brasil e nos países do Mercosul. Esse código é preciso para dar continuidade com a emissão da documentação como Fatura Proforma (acordo), Invoice (fatura comercial), Packing List (romaneio de carga) e Contrato de Câmbio para recebimento em moeda estrangeira. Por fim, é necessário analisar a questão logística e de despacho, como contratação de frete, seguro, embalagem e realização do despacho aduaneiro para liberação da carga.
Imagem 04: documentação

Fonte: Prado Chaves
Tais necessidades podem parecer desafiadoras considerando toda a burocracia envolvida, mas, é nesse contexto que projetos estruturados de exportação e importação se tornam estratégicos para aqueles que desejam explorar oportunidades no mercado internacional. A Domani Consultoria Internacional atua apoiando negócios interessados em acessar novos mercados por meio de projetos de internacionalização baseados em pesquisas e análises personalizadas que auxiliam na tomada de decisão e na estruturação da entrada no comércio exterior, desmistificando toda a burocracia da exportação.
Entre os serviços disponibilizados pela consultoria, destacam-se os Estudos de Mercado, responsáveis por avaliar indicadores econômicos, políticos e comerciais a fim de apontar os mercados externos com maior potencial para exportação; a Promoção Comercial, direcionada à busca de possíveis compradores e ao mapeamento de oportunidades de entrada em mercados internacionais; e os Estudos Comerciais, que integram análises mercadológicas a estratégias de posicionamento de produtos no cenário externo.
Além disso, a Domani Consultoria Internacional também auxilia produtores e empresas que desejam ingressar no mercado internacional na organização prática do processo de exportação. Esse suporte envolve um Planejamento Burocrático, voltado à identificação da documentação necessária, certificações e exigências regulatórias para comercialização no exterior; um Planejamento Logístico, que avalia rotas, modalidades de transporte, seguros e canais de distribuição mais adequados para cada operação; e um Planejamento Financeiro, responsável por estimar custos, condições de pagamento internacional e perspectivas de retorno econômico. Assim, o objetivo é transformar o potencial do seu negócio em estratégias estruturadas de internacionalização, desmistificando a burocracia e possibilitando que você atue no comércio exterior com maior segurança, preparo e clareza na relação com compradores estrangeiros, garantindo maior lucratividade para o seu empreendimento.
Portanto, se você possui um pequeno negócio e deseja potencializá-lo por meio da exportação, compreendendo melhor as oportunidades apresentadas aqui e gostaria de avaliar caminhos para estruturar um projeto de exportação personalizado, a equipe da Domani Consultoria Internacional pode ajudar. Contate um de nossos consultores e veja como impulsionar os seus lucros através da internacionalização!
Produzido por: Tainah Osler de Almeida Amorim
Revisado por: Matheus Henrique Almeida Pereira
Referências:
CNA. Panorama do Agro - Acompanhe o novo formato do Panorama do Agro. Periódico semanal com atualidades do setor. Disponível em: https://cnabrasil.org.br/cna/panorama-do-agro
PORTAL ÚNICO SISCOMEX. Precisa de ajuda?. Disponível em: portalunico.siscomex.gov.br/portal/
SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL GOV.BR. Brasil alcança US$ 349 bilhões em exportações durante 2025 e bate recorde histórico. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2026/01/brasil-alcanca-us-349-bilhoes-em-exportacoes-durante-2025-e-bate-recorde-historico
CNN. Pequenos produtores aumentam presença no mercado internacional. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/pequenos-produtores-aumentam-presenca-no-mercado-internacional/




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